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Agenda [Re]Jeito, o dia que já dura 4 anos – 2015-2019

 

A chamada é parte do esforço coletivo em manter pública e ativa a discussão sobre uma série de Direitos que ainda estão soterrados na lama junto às 19 pessoas e comunidades que morreram com o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, MG.

Muitas organizações associativas

O ato é proposto pelo Coletivo Rejeito BH e vai acontecer no dia 05 de Novembro, concentração a partir das 19h, no memorial da Vale, em Belo Horizonte.

O encontro busca relembrar a mídia e as pessoas sobre os crimes da Samarco e BHP Billiton, além de tecer relações mais fortes para energizar quem sofre ou acompanha o processo.

 

 

Muitas outras organizações também estão sempre ativas, buscando soluções. O Comitê em Defesa dos Territórios Frente à Mineração está, no mínimo virtualmente, aberto para oferecer suporte à comunidades e processos que sofrem com atividades da mineração.

A plataforma traz uma série de notícias sobre os impactos causados pelos grandes projetos de mineração, violações de direitos e uma série de artigos e estudos realizados por pesquisadores de organizações e movimentos sociais que integram o Comitê, de acordo com o site do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM)

O MAM também participa do Comitê e da Rede de Pesquisa Rio Doce, que organiza desde 2016 os Seminários de Balanço, anuais, para discutir e analisar temas, pautas e estudos relacionados ao “desastre da Samarco/Vale/BHP Billiton”.

Neste ano de 2019, o Seminário de Balanço de 4 anos do rompimento da barragem de Fundão acontecerá em Governador Valadares – MG, em uma parceria com o Campus GV da UFJF para discutir o tema das Assessorias Técnicas que estão em vias de serem contratadas para todos os territórios da bacia do rio Doce.

 

Você pode se inscrever no seminário que ocorrerá dia 31 de Outubro de 2019, se estiver ou puder visitar Governador Valadares, MG.

 

Entre ajustes e assessorias técnicas

O tema das Assessorias Técnicas é também presente nas falas de representantes do Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB), co-fundado no final da década de 1970 e consolidado juridicamente a partir de 1991.

O MAB realizou em Julho a Jornada dos Atingidos – “A Vale destrói, o povo constrói” para marcar a denúncia dos crimes. Saiba mais no site do Movimento.

Os principais problemas atuais de acordo com representantes do MAB são: (1) a lentidão no processo de recuperação das áreas e bacias hidrográficas atingidas, (2) a ausência de accountability e assessoria técnica independente nas ações do Termo de Transação de Ajustamento de Condutas (TTACs) e, principalmente, (3) suporte à inúmeras famílias que ainda não foram reassentadas em Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, em dificuldades desde novembro de 2015.

Consideradas tendenciosas, estas assessorias são atualmente lideradas pela Fundação RENOVA, uma fundação e contratadora de agências de propaganda criada pelas empresas criminosas para desviarem possíveis perdas no valor de suas marcas ou tentar manter tudo sob controle.

Há muito com o que nos preocupar, mesmo. De acordo com o Relatório de Segurança de Barragens 2017 da Agência Nacional de Águas (ANA), 45 barragens estavam muito propensas à quebras em sua estabilidade.

“Das 24.092 barragens, 3.545 foram classificadas pelos agentes fiscalizadores segundo a Categoria de Risco (CRI) e 5.459 quanto ao Dano Potencial Associado (DPA). Das barragens cadastradas, 723 (ou 3%) foram classificadas simultaneamente como de CRI e DPA altos.” – ANA

A ausência de controle e regulação nestes grandes negócios corporativos, identificada em 2017, gerou esforços regulatórios que não impediram novos crimes, causando, 4 anos após o crime de 2015, a morte de 250 seres humanos e incontáveis seres vivos em 2019.

Enquanto as pessoas comuns confundem os crimes socioambientais causados pela mineração em Mariana (2015) e Brumadinho (2019), a sociedade carece, e exige com Direitos, explicações e ações.

 

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