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Como salvar 30% da vida no planeta?

A destruição e extinção de milhões de espécies no planeta continua com os abusos do desenvolvimento, assim como surgem alternativas em busca da diminuição do impacto de nossas ignorâncias.

A Sustentabilidade é um dos temas famosos nas modernas formas de dar vazão à tradicional filantropia, que é a vontade histórica de pessoas muito ricas que se propõe a pagar pela solução de problemas do mundo.

Uma iniciativa lançada em 2018, a Campanha Wyss pela Natureza, é um investimento filantrópico com 1 bilhão de dólares disponível para ajudar comunidades, povos indígenas e nações a conservar 30% do planeta Terra em seu estado natural até 2030.

Hansjörg Wyss, o fundador-pagador da campanha, acredita na proposta do biólogo Edward O. Wilson de que é necessário proteger metade do planeta para que seja possível manter ele inteirinho algum dia.

O projeto de Wilson, que é professor de Harvard, busca soluções para a potencial extinção em massa da espécie humana e se chama Projeto Meia-Terra (na nossa tradução)

Muita informação né? Tem mais!

Neste cenário e com ferramentas modernas, em uma década este dinheiro tem a intenção de acelerar os esforços da conservação dos solos e oceanos, com o objetivo de proteger 30% da superfície do planeta.

Trabalhando com grupos locais, como comunidades indígenas e comunidades tradicionais (pessoas realmente conectadas com suas terras e ambientes), a Campanha não tem dúvidas sobre a sua capacidade de sucesso

Você pode ler um texto do senhor Wyss no NY Times (link para o texto) ou começar sua pesquisa sobre tudo o que é possível no site da Campanha, cujo link é www.wysscampaign.org

Eu fico muito curioso com tudo isso, além de ainda achar tudo misterioso. Espero que a iniciativa tenha sucesso!

Lembrei de uma das publicações do grupo GIFE, onde encontramos um artigo do Eng Agrônomo Fábio Deboni falando sobre a filantropia como historicamente relevante em cenários de Justiça Social, focada em financiar ações das bases, necessidades primárias nos direitos humanos das pessoas.

O artigo aponta que as ações filantrópicas tem papel pequeno, mas crescente, em modelos híbridos, sendo mais comum no financiamento de atividades inovadoras, de alto risco. Sugere que a filantropia seja forte fonte de possibilidade para financiar atividades que mantenham as organizações, principalmente as sem fins lucrativos, ativas.

Você pode ler o artigo todo do Deboni aqui, talvez abra caminhos críticos de possibilidades em governança na sua mente.

Você fazendo, como puder, vai fortalecer que a Campanha Wyss pela Natureza seja um destes elos modernos que podem concretizar modelos híbridos de justiça global, potencialmente biocêntrico – objetivo da hibridez aqui tratada.

E assim, de várias formas, quem sabe podemos garantir direitos à todos os seres e que os nossos processos sociais sejam integrados às diversas culturas, na ação comum da preservação de todas as nossas espécies, terráqueas.

Seguimos!

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Irrigado por Carlos Diego

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