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Milhões de peixes mortos na piracema do Rio Paranapanema

No início da segunda quinzena de Janeiro, logo no início de 2020, o Vale do Paranapanema recebeu uma triste notícia, toneladas de peixes encontrados mortos ao longo de um trecho de 5 km de extensão do Rio Paranapanema, na divisa do Estado de São Paulo com o Paraná.

Pescadores de uma associação local identificaram a ocorrência e realizaram a denúncia junto aos órgãos locais competentes. Estas autoridades, em suas análises iniciais, não encontraram vestígios de elementos químicos que ocasionassem a morte dos peixes.

Então o quê desencadeou esse processo? Podemos caracterizá-lo como um crime ambiental, considerando a ocorrência no período de reprodução dos peixes, a Piracema, que ocorre entre 01 de Novembro a 29 de Fevereiro. Quantos alevinos deixaremos de ter nos rios afluentes do Rio Paranapanema este ano? Qual será o impacto disto na biodiversidade local? Difícil avaliar.

A Associação ProAzul Ambiental, uma das representantes da Sociedade Civil no Comitê da Bacia Hidrográfica do Médio Paranapanema, vem mantendo contato com os órgãos locais responsáveis, com o objetivo de saber qual a fonte da morte destes peixes neste trecho do rio.

Há algumas suspeitas, mas nada que possa ser abertamente comentado até a conclusão das investigações, o que deverá se prolongar por mais algumas semanas, devido a ser um rio de domínio da União, são diversos órgãos responsáveis pela análise e cuidados sobre o mesmo.

Porém, esta é uma situação a ser levada a conhecimento e discutida dentro da plenários dos respectivos comitês, tantos de afluentes como o do próprio Rio Paranapanema. Casos como este devem ser ao menos compreendidos para que ações preventivas e mitigatórias sejam tomadas, bem como a responsabilização dos devidos indivíduos/organizações (privadas ou públicas).

E aguardaremos as cenas dos próximos capítulos desta história, pois além de combatermos os incêndios na Amazônia, no Pantanal, na Austrália e o derramamento de óleo no litoral nordestino, devemos cuidar do nosso quintal, agindo localmente sob a perspectiva harmoniosa e global da Natureza.

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